Resultado do meu concurso na UnB

dezembro 18, 2014

Ontem saiu o resultado de um concurso para professor que fiz aqui na UnB. Finalmente, fui aprovado. 🙂

Mas meu objetivo neste post, não é simplesmente comemorar. Gostaria de seguir meus princípios e valores e colocar aqui um link para o PDF com a avaliação da banca. Espero estar contribuindo para que um dia esses processos sejam mais transparentes.

A transparência é interesse de toda a sociedade. O controle social é importante não (apenas) para garantir os direitos individuais dos candidatos de um concurso, mas para garantir que os resultados não são manipulados. É interesse de toda a sociedade que a seleção esteja em acordo com princípios constitucionais de imparcialidade e impessoalidade. Talvez, devido ao alto grau de especialização necessário para que se componha uma banca para escolha de um professor universitário, hoje o processo é realizado pelo próprio departamento interessado. Existe um evidente conflito de interesses, já que muitos candidatos possuem relações com os professores que tomarão as decisões finais. Relações que podem prejudicá-los ou beneficiá-los. Reconhecer esta deficiência é o primeiro passo para saná-la.


Big Bang Was Followed by Chaos, Mathematical Analysis Shows

setembro 14, 2010

Eu encontrei por coincidência esta notícia quando buscava por “math news” no Google:
Big Bang Was Followed by Chaos, Mathematical Analysis Shows.

Parece interessante o que eles analisam nesse artigo do qual um dos autores é da UFRJ, vale a pena dar uma olhada no abstract:
http://www.springerlink.com/content/5512418tw2326753/


Sociologia da Matemática: Medalha Fields e a Conjectura de Poincaré.

outubro 7, 2009

The Yau-Perelman affair“Of course, there are many mathematicians who are more or less honest. But almost all of them are conformists. They are more or less honest, but they tolerate those who are not honest.”

— Grisha Perelman, em entrevista à Sylvia Nasar no artigo abaixo:

Manifold Destiny: A legendary problem and the battle over who solved it, artigo da Revista New Yorker, por Sylvia Nasar e David Gruber.

E um desfecho adicional: Yau-Perelman affair, do blog Carvaka Musings.


Como publicar na Editora da UnB

julho 25, 2009

Para transformar um trabalho científico em livro, são necessárias algumas adaptações. Público e vendas são levados em conta

Bernardo Monteiro Rebello – Da Secretaria de Comunicação da UnB

O que leva um livro a ser publicado? São inúmeras as teses e as dissertações que, apesar de conter grandes idéias, não são divulgadas. Mas o que leva um livro às prateleiras é o seu valor literário, no sentido mais amplo. Para a Editora Universidade de Brasília, o público alvo e os aspectos comerciais são fundamentais.

A formatação correta é essencial. “Nós não aceitamos teses para ser avaliadas”, diz Norberto Abreu de Silva Neto, diretor da Editora da Universidade de Brasília. Para ajudar quem quer transformar sua pesquisa em livro, a editora está comprando os direitos da obra Da tese ao livro, que é uma espécie de manual de redação para cientistas. A publicação deve sair até o final deste ano.

Para publicar um livro pela Editora UnB, o autor deve saber que a preocupação da casa é com o leitor universitário. Não se publica poesias nem estudos muito específicos e que interessam apenas a especialistas. As exceções são traduções de obras clássicas da poesia.

AVALIAÇÃO – Acertados os detalhes técnicos, o primeiro passo é mandar uma carta à editora, submetendo o manuscrito à análise. Uma avaliação prévia do conteúdo será feita pelo diretor. Caso seja aprovado, a Editora UnB escolhe um especialista no tema para fazer um parecer. “Nós temos um roteiro bastante específico quanto ao que a editoria quer saber. Até mesmo quanto ao aspecto comercial”, diz Norberto. No ano passado, de abril a outubro, foram 33 pareceres. Nove concedidos por professores da UnB e 24 por profissionais de outras 12 universidades do Brasil. Profissionais de alto calibre são requisitados, como o ex-ministro da Ciência e Tecnologia, José Goldenberg.

A terceira etapa é no conselho editorial. São sete acadêmicos que se reúnem uma vez por mês, com cinco representantes indicados pelo reitor, com mandato de dois anos renováveis, e dois fixos, os diretores da biblioteca e da Editora da UnB. Aprovada a proposta, o contrato é assinado. O prazo para a publicação varia conforme o tamanho da obra e eventualidades do processo, recursos e problemas de edição. A remuneração dos autores corresponde a 10% do valor de capa dos exemplares vendidos. Existem casos de autores que pediram para receber o pagamento em livros. Os seus próprios, diga-se de passagem.

PUBLICADOS – Quem passou por todo esse processo diz que vale a pena. Para o professor Marcos Mota, do Departamento de Artes Cênicas, a editora é uma marca forte. Ele lançou este ano o livro Dramaturgia Musical de Ésquilo, sobre a presença musical na estrutura dos textos clássicos. “Ser publicado por uma universidade é uma chancela”, diz o professor.

Para ele, o reconhecimento que a editora proporciona facilita o trânsito no exterior. Para Leonardo de Almeida, autor de Graciliano Ramos e o mundo interior, o resultado foi excelente. “Eu retirei um pouco do peso do discurso do trabalho científico para torná-lo mais palatável ao leitor comum”, diz Almeida, que teve a publicação de sua dissertação indicada pelo Instituto de Letras da UnB.

A novidade para os escritores aspirantes é que, para imprimir maior transparência ao processo de escolha das obras publicadas, a Editora da UnB está instalando um novo sistema de informação que vai organizar todos os processos da editora: desde a entrega do manuscrito até as vendas na livraria.